Descarga
A carreta encosta e o GNL é transferido para o tanque de armazenagem da estação, com controle de nível e proteção contra esvaziamento da bomba.
Bunkering de GNL · Linha Gasprom
Estação de abastecimento de GNL instalada em terra, no cais, para navios e comboios movidos a gás natural liquefeito. Skid completo com bomba criogênica submersa, medição Coriolis, braço de abastecimento e recuperação de BOG, projetado pelas normas ISO 20519 e ISO/TS 18683 e pela Resolução ANP 971 de 2024.
O problema real
Em maio de 2023 um navio movido a GNL atracou no Porto do Açu. Ele não abasteceu aqui, porque não havia onde. Essa é a trava do setor no Brasil: o armador não encomenda a embarcação porque não existe abastecimento, e ninguém constrói o abastecimento porque não existe embarcação. Alguém precisa quebrar o ciclo primeiro.
A saída é a rota fechada
Comboio fluvial não precisa de rede nacional. Ele vai e volta entre dois pontos conhecidos, com escala previsível. Uma estação em cada ponta resolve o trecho inteiro, e o investimento se paga na operação de um único armador.
O volume já está lá
A navegação interior movimentou 91,3 milhões de toneladas em 2025 e cresceu 19,7%, mais que a cabotagem e o longo curso. No Tapajós já operam comboios de até 36 barcaças e 110 mil toneladas. O consumo de combustível dessa frota é concentrado e contínuo.
A regra já mudou
O limite de enxofre da IMO caiu para 0,50% em 2020 e a estratégia de gases de efeito estufa da organização mira redução de ao menos 20% até 2030 e de 70% até 2040. Quem espera a regra apertar para começar o projeto chega depois da janela.
E o ativo não vira sucata
A EPE projeta a navegação interior brasileira migrando para biocombustíveis. Isso não derruba o investimento, confirma ele: o mesmo skid abastece biometano liquefeito, o bio-GNL. Você compra o equipamento para o GNL de hoje e ele atende o combustível de amanhã sem troca.
Como funciona
O GNL chega de carreta rodoviária, é transferido para o skid em terra e segue para a embarcação por uma linha fechada, a menos de 162 graus negativos. Uma segunda linha traz o vapor de volta, e é ela que evita a perda de produto. O operador acompanha tudo pelo painel, sem contato com o fluido.
Comboio fluvial, balsa, rebocador ou navio de cabotagem movido a GNL, com o tanque de combustível no convés ou no casco.
Articulado, com içamento hidráulico, alcance de 8 m no braço superior e altura útil de até 13 m, para acompanhar a variação de calado e de nível do rio.
Bomba criogênica submersa, vaporizador de pressurização, medição Coriolis, válvulas pneumáticas e recuperação de BOG, tudo montado e testado em fábrica.
CLP com automação completa, autodiagnóstico e troca automática de modo de operação conforme a pressão da carreta e da bomba.
Chega pelo gasoduto virtual e descarrega direto no skid. Uma, duas ou três posições de descarga, conforme o modelo.
O que o sistema faz
Um posto comum tem uma função: transferir. Uma estação de bunkering de GNL tem cinco, e é a quinta que separa o equipamento sério do improviso.
A carreta encosta e o GNL é transferido para o tanque de armazenagem da estação, com controle de nível e proteção contra esvaziamento da bomba.
Quando a pressão do tanque cai abaixo do valor ajustado, parte do líquido passa pelo vaporizador e retorna como gás, restaurando a pressão. Ao atingir o valor, o sistema para sozinho.
A bomba submersa de baixa cavitação envia o GNL para a embarcação a 20 m³ por hora. O projeto de processo permite ainda o abastecimento por diferença de pressão, sem acionar a bomba.
Terminado o abastecimento, o gás armazenado no próprio sistema limpa o braço e a linha de líquido. Parte vai para o tanque do barco, o resto volta para a estação. Nada é despejado no cais.
Quando a pressão sobe demais, o vapor é retirado do tanque, resfriado e pressurizado e vai para o tanque pulmão, alimentando o gerador a gás. A pressão cai sem ventilar metano para a atmosfera.
A quinta função é a que paga a conta. Vapor ventilado é produto que você comprou e perdeu, e é metano lançado na atmosfera bem na operação que você está fazendo justamente para reduzir emissão.
O equipamento
Todo o sistema vem montado, cabeado e testado sobre um único skid: descarga, pressurização, abastecimento, controle e purga. Chega ao cais pronto para ligar, o que encurta a obra civil e tira o risco de montagem em campo.
20 m³/h e 15 kW, com controle de nível compensado em vários estágios e monitoramento contínuo, para não perder sucção quando o nível da carreta baixa.
Medidor mássico na linha de líquido em DN50 e no retorno em DN25, com saída RS485 levando vazão e densidade ao sistema de controle.
O CLP identifica a condição de operação pela pressão da carreta e da descarga da bomba e troca o modo de abastecimento sozinho, evitando desperdício.
Conjunto certificado Ex d IIB T4 Gb, com painéis à prova de explosão, para operar em atmosfera potencialmente explosiva no cais.
| Item | Modelo compacto | Modelo ampliado |
|---|---|---|
| Posições de descarga | 1 | 3 |
| Dimensões (mm) | 7000 × 2400 × 5100 | 10000 × 3200 × 5100 |
| Pressão de trabalho | 0,8 ou 1,6 MPa | 1,6 MPa |
| Pressão de projeto | 2,0 MPa | 2,0 MPa |
| Bomba submersa | 20 m³/h · 15 kW | 20 m³/h · 15 kW |
| Vaporizador de pressurização | 450 Nm³ | 300 Nm³ |
| Vaporizador de alívio (EAG) | 150 Nm³ | 200 Nm³ |
| Potência total instalada | 16 kW | 31 kW |
| Velocidade de abastecimento | 20 m³/h, com capacidade de até 400 m³ por dia | |
| Temperatura de projeto | −196 °C, com ambiente de −20 a 40 °C | |
| Classificação | Ex d IIB T4 Gb | |
A configuração final sai do seu projeto: tipo de embarcação, vazão desejada, espaço disponível no cais, variação de nível da água e distância entre o skid e o ponto de conexão. O braço de abastecimento, o acoplamento de desconexão a seco e o sistema de desconexão de emergência são definidos junto com a análise de risco.
Engenharia de projeto
Este é o ponto onde um projeto importado direto do exterior falha. Na Amazônia a amplitude sazonal passa de dez metros, e nas secas de 2023 e 2024 o Amazonas em Itacoatiara chegou a 83 centímetros. Uma estação desenhada para uma cota fixa fica parada metade do ano.
Curso vertical do braço
O braço de abastecimento é dimensionado com articulação e altura útil suficientes para acompanhar a variação de calado e de nível do cais, e não apenas a cota de projeto do dia da visita.
Plataforma em dois níveis
Onde a diferença entre cheia e seca é grande, o arranjo prevê plataforma de abastecimento em duas alturas, para que a operação siga possível nos dois regimes do rio.
Distância entre o skid e o barco
Trecho de calha larga, com muita distância entre a margem e a água profunda, muda o comprimento da linha e o dimensionamento do retorno de vapor. Em alguns casos a resposta é ampliar o cais, em outros é mudar o arranjo.
Tempo de operação
Comboio parado não fatura. A vazão da bomba e o dimensionamento da linha de retorno definem quanto tempo o cliente fica atracado, e é isso que precisa ser calculado antes de escolher o modelo.
Traga a curva de nível do seu trecho, o tipo de embarcação e o consumo por viagem. Devolvemos o arranjo do cais, o envelope de operação do braço e o modelo de skid recomendado.
Arranjos possíveis
A escolha não é de gosto, é da condição da água. Largura do canal, velocidade da corrente, distância entre a margem e a área de calado e espaço de manobra definem qual arranjo é viável no seu trecho. A Gasprom especifica os três.
Instalação fixa no cais, que abastece a embarcação por instalações em terra. É o arranjo de menor custo operacional e o mais simples de licenciar, porque tudo fica em solo firme.
Indicado quando: terreno plano na margem, pouca distância entre a área de calado e a linha da costa, canal estreito.
O sistema de carregamento fica sobre o convés de uma barcaça atracada, construída na água. Resolve o caso em que a ligação entre o barco e a terra ficaria longa demais.
Indicado quando: canal largo, correnteza fraca, pouca área firme na margem. Combina com cais, com passarela de tubulação ou como terminal independente.
Embarcação própria movida a GNL que vai até o cliente. Exige pouco da condição da água, chega à área combinada e ainda aproveita o próprio BOG como combustível, com emissão zero de ventilação.
Indicado quando: a demanda está dispersa, ou quando não existe ponto fixo viável para instalar estação.
A norma chinesa de projeto de estações marítimas de GNL, que serve de referência técnica para o equipamento, prevê ainda que a mesma instalação atenda embarcações e veículos rodoviários, desde que os abastecimentos não ocorram ao mesmo tempo. Em terminal com frota de caminhões, isso divide o investimento entre dois usos.
Regulação e normas
Bunkering de GNL no Brasil não é terra sem lei, é terra com lei nova. A regra existe, está espalhada por quatro órgãos e quase ninguém no mercado juntou as peças ainda. Nós juntamos, e esse mapa entra na conversa desde a proposta.
ANP
A Resolução ANP nº 971 de 2024 diz, no artigo 6º, que o transvasamento de GNL para abastecer embarcação é considerado operação de apoio marítimo ou portuário, e deve ser feito por agente autorizado nos termos da Resolução ANP nº 811 de 2020, em terminal, porto ou instalação com autorização.
Marinha do Brasil
A NORMAM-204 da Diretoria de Portos e Costas, na redação de janeiro de 2025, define o bunkering e traz os requisitos de cadastro do prestador do serviço. Embarcação movida a gás precisa de Declaração de Conformidade emitida pela DPC.
Normas técnicas do sistema
A ISO 20519 especifica o sistema de transferência de GNL para abastecer embarcações. A ISO/TS 18683 trata da avaliação de segurança e risco e das zonas de segurança, cobrindo expressamente a navegação interior. A ISO 21593 define o acoplamento de conexão e desconexão a seco, que é o componente crítico da interface entre o barco e a terra.
Ambiental e bombeiros
A instalação em terra segue o licenciamento ambiental estadual e o projeto de segurança contra incêndio aprovado no corpo de bombeiros do estado, que no caso do gás natural remete às instruções técnicas locais e à NFPA 59A.
Sendo transparente com você: não existe hoje norma brasileira específica de projeto para estação de bunkering de GNL em terra. O que existe é a autorização da atividade pela ANP, a regra da Marinha para o prestador e o conjunto de normas ISO para o sistema. É exatamente por isso que a engenharia de quem fornece o equipamento precisa participar do licenciamento, e não entregar a caixa e ir embora.
Por que a Gasprom
Bunkering não começa no cais, começa no tanque que armazena o GNL e na carreta que traz o produto até ali. Estamos no setor de gás natural desde 1997 e fornecemos cada elo dessa cadeia, com uma engenharia só respondendo pela integração entre eles.




Chegamos antes
Estamos especificando bunkering de GNL para o Brasil enquanto o mercado ainda debate se vale a pena. Quando a primeira operação nacional entrar em serviço, o projeto vai ter sido desenhado por quem já estudou o caminho.
Importação resolvida
Classificação fiscal, licenciamento de importação, frete internacional e desembaraço ficam conosco. O skid chega ao seu cais com a documentação em ordem.
Pós-venda com equipe brasileira
Comissionamento, treinamento de operador, peças de reposição e assistência com técnicos próprios, em português, inglês e espanhol.
Preparado para o bio-GNL
O mesmo skid transfere biometano liquefeito. Se a sua rota migrar para combustível renovável, o equipamento acompanha sem troca.
Perguntas frequentes
Bunkering é o nome que o setor marítimo dá ao abastecimento de combustível de uma embarcação. Bunkering de GNL é abastecer com gás natural liquefeito, a menos de 162 graus Celsius, no lugar do óleo diesel marítimo ou do óleo combustível.
Existem três formas de fazer isso: por estação fixa em terra, por barcaça de abastecimento ou por navio abastecedor. Esta página trata da primeira, que é a de menor custo operacional.
Operação regular e comercial, não. Um navio movido a GNL já atracou em porto brasileiro, no Porto do Açu em 2023, mas não abasteceu aqui. Enquanto isso, a Ásia já conta com 26 portos capazes de fazer bunkering de GNL.
Ou seja, o Brasil está no ponto de partida. Para quem opera hidrovia ou cabotagem, isso é uma vantagem competitiva à espera de quem chegar primeiro, não uma desvantagem.
Sim. A Resolução ANP nº 971 de 2024 estabelece, no artigo 6º, que o transvasamento de GNL destinado ao abastecimento de embarcações é considerado operação de apoio marítimo ou portuário e deve ser executado por agente autorizado nos termos da Resolução ANP nº 811 de 2020, em terminal, porto ou instalação que tenha autorização.
Além da ANP, entram a Marinha do Brasil, pela NORMAM-204, o órgão ambiental estadual e o corpo de bombeiros. Cada um pede um documento que depende do outro, e o prazo real é medido em trimestres. Participamos dessa costura desde a proposta.
O skid opera a 20 m³ por hora, com capacidade de até 400 m³ por dia. O tempo do seu caso depende do volume do tanque da embarcação e da pressão de partida, e a conta precisa ser feita antes de escolher o modelo, porque comboio parado não fatura.
Existe um limite físico que vale conhecer: acima de certa vazão, o atrito e a agitação do líquido geram mais vapor do que a linha de retorno consegue devolver. Por isso a velocidade útil não é simplesmente a maior bomba disponível, é a combinação entre bomba, linha de líquido e linha de retorno.
Esse é o ponto que mais derruba projeto importado sem adaptação. Na Amazônia a variação sazonal passa de dez metros, e nas secas recentes o Amazonas em Itacoatiara chegou a 83 centímetros.
O projeto responde com curso vertical e articulação do braço de abastecimento compatíveis com a amplitude do trecho e, onde a diferença é grande, com plataforma de abastecimento em dois níveis. Precisamos da curva de nível do seu trecho para dimensionar isso.
Volta para a estação. A linha de retorno de vapor traz o gás gerado durante a transferência, e o sistema de recuperação de BOG resfria, pressuriza e armazena esse gás no tanque pulmão, de onde ele alimenta o gerador.
Sem esse circuito, o vapor sobe a pressão do tanque até a válvula de segurança abrir, e aí você perde produto que comprou e lança metano na atmosfera, bem na operação que existe para reduzir emissão.
Pode, e em terminal com frota própria isso melhora bastante o retorno do investimento. A norma de projeto que serve de referência para o equipamento prevê a instalação conjunta, com os dois tipos de abastecimento dispostos em paralelo ou cruzados.
A restrição é operacional e importante: os dois abastecimentos não podem acontecer ao mesmo tempo.
O equipamento acompanha. A EPE projeta a navegação interior brasileira caminhando para biocombustíveis, e o biometano liquefeito, o bio-GNL, é quimicamente o mesmo metano que o skid já transfere.
Na prática, você investe hoje na infraestrutura que atende o GNL fóssil e a mesma instalação recebe o renovável quando ele estiver disponível na sua rota, sem trocar o ativo.
Fale com a engenharia
Precisamos de cinco informações: qual trecho ou terminal, tipo e número de embarcações, consumo estimado por viagem, variação de nível da água no local e espaço disponível no cais. Com isso devolvemos o arranjo recomendado, o modelo de skid, o envelope de operação do braço e o caminho de licenciamento. Atendimento em português, inglês e espanhol.