Carreta criogênica Gasprom para transporte rodoviário de GNL, com tanque isolado a vácuo e placas de identificação de produto perigoso

GNL · Gás Natural Liquefeito

O gás natural
que chega sem duto

Resfriado a 162 graus negativos, o gás natural vira líquido e ocupa 600 vezes menos espaço. É o que permite levá-lo de caminhão a uma indústria fora da malha, abastecer um caminhão pesado em minutos ou encher o tanque de um navio no cais. A Gasprom fabrica e integra os equipamentos de cada etapa dessa cadeia, da liquefação ao bico.

  • Liquefação
  • Armazenagem
  • Transporte
  • Regaseificação
  • Abastecimento
  • Gás natural e Bio-GNLa mesma cadeia, duas origens
600× Menos volume um metro cúbico de GNL guarda o equivalente a cerca de 600 de gás
−162 °C Temperatura do líquido à pressão próxima da atmosférica, em tanque de dupla parede
< 0,3% Evaporação ao dia o isolamento a vácuo é o que segura o produto dentro do tanque
3 a 8 min Para abastecer um caminhão tempo comparável ao do diesel, com autonomia de longa distância
Zero duto Para chegar ao consumidor o caminho é rodoviário, e o raio de atendimento vira decisão de logística

O que é o GNL

O gás continua o mesmo. O que muda é o tamanho dele

GNL é gás natural resfriado até virar líquido, a 162 graus negativos. Nada é adicionado e nada é retirado além das impurezas: sai metano, entra metano. A diferença é que o líquido ocupa cerca de 600 vezes menos espaço que o gás, e é essa conta que resolve o problema de quem tem consumo de gás e não tem gasoduto passando na porta.

O gasoduto não vai chegar

A malha brasileira cobre uma fração do território, e estender ramal para um consumidor isolado raramente fecha a conta. O GNL inverte a lógica: em vez de levar o duto até o cliente, leva o gás de caminhão e monta o ponto de entrega no terreno dele.

Onde o GNC não alcança

O gás comprimido resolve bem o raio curto. Passando de algumas centenas de quilômetros, ou de um certo volume diário, o número de viagens explode. O GNL carrega muito mais energia por carreta, e é aí que ele passa a ganhar.

Diesel tem preço e tem emissão

No transporte pesado de longa distância, o GNL entrega autonomia e tempo de abastecimento parecidos com os do diesel, com menos material particulado, menos óxidos de nitrogênio e motor mais silencioso.

Biometano também vira líquido

Quem produz biometano de aterro, usina ou biodigestor enfrenta o mesmo gargalo de escoamento. Liquefeito, ele vira Bio-GNL e viaja pela mesma cadeia, com os mesmos equipamentos.

Uma correção comum de vocabulário: GNL não é GNV nem GNC. GNV é o gás veicular do carro de passeio, comprimido a alta pressão. GNC é esse mesmo gás comprimido em escala de transporte, o gasoduto virtual. GNL é o gás líquido criogênico, e exige outro tipo de tanque, outra bomba e outro dispenser. Trocar um pelo outro na especificação é o erro que mais atrasa projeto.

A cadeia do GNL

Da fonte de gás até o bico, em cinco elos

O GNL não é um equipamento, é uma cadeia. Cada elo tem uma função, uma tecnologia própria e um ponto de falha característico, e todos precisam conversar entre si. Quem compra elo por elo, de fornecedores diferentes, costuma descobrir tarde que a integração ficou sem dono.

Cadeia do GNL, da fonte de gás ao consumo final Gás natural ou biogás passa pela liquefação, é armazenado em tanque criogênico, transportado por carreta e chega a três destinos: regaseificação para indústria e cidade, posto de abastecimento para frota rodoviária e bunkering para embarcações. 01 ORIGEM Gás natural ou biogás poço, gasoduto, aterro, usina 02 LIQUEFAÇÃO Planta de GNL purificação, cold box e resfriamento a −162 °C 03 ARMAZENAGEM Tanque criogênico dupla parede, vácuo entre elas, perda menor que 0,3%/dia 04 TRANSPORTE Carreta criogênica ou ISO contêiner, com skid de transferência na ponta 05 REGASEIFICAÇÃO Indústria e cidade o líquido volta a gás 05 ABASTECIMENTO Frota rodoviária caminhão e ônibus 05 BUNKERING Embarcações abastecimento no cais Do ponto 02 ao 05, o produto vive a −162 °C. Todo material, vedação e instrumento é escolhido por causa disso.
A cadeia do GNL na configuração mais comum no Brasil: liquefação em pequena escala, armazenagem no local de produção, transporte rodoviário e três destinos possíveis na ponta. O mesmo caminho serve ao gás natural e ao biometano liquefeito.

Os dois elos do meio

Transportar e devolver o gás ao estado gasoso

Entre a planta e o consumidor existem dois elos que quase nunca aparecem no folheto e costumam ser os que definem se o projeto fecha: como o GNL viaja e como ele volta a ser gás na ponta.

Transporte rodoviário

  • Semirreboque criogênico de 55 a 63 m³ brutos, com 49,5 a 53,5 m³ úteis
  • Carga útil de 21 a 24 toneladas de GNL por viagem
  • Duplo invólucro com isolamento multicamadas sob alto vácuo
  • Evaporação de projeto de até 0,19% ao dia em trânsito
  • Vaporizador de pressurização de 100 a 230 Nm³/h para a descarga
  • Isocontêiner criogênico quando o percurso combina rodovia e mar

Regaseificação, linha RG

  • Quatro modelos de skid, de 450 a 2.000 m³ por hora
  • Vaporização com o ar ambiente, sem queima e sem energia no processo
  • Dois vaporizadores em arranjo 2 × 100%, um opera e o outro degela
  • Ciclagem automática a cada 8 horas, sem parar o fornecimento
  • Skid autoportante de 20 ou 40 pés, pressão de operação de 8 bar
  • Terminal integrado com isocontêineres, odorização e sala de painéis
Skid móvel de regaseificação de GNL Gasprom montado sobre semirreboque, com dois bancos de vaporizadores atmosféricos e painéis de controle
Regaseificação montada sobre semirreboque, para atendimento emergencial ou para quem ainda não quer obra fixa. A mesma tecnologia de vaporização atmosférica dos skids da linha RG, sobre rodas.

O detalhe que decide o dimensionamento da regaseificação não é a vazão de pico, é a temperatura e a umidade do ar no local. Vaporizador atmosférico troca calor com o ambiente, e a capacidade declarada tem uma umidade relativa de referência por trás. Projeto especificado só pela vazão costuma congelar antes da hora e derrubar a vazão justamente no dia mais úmido.

Bio-GNL

O biometano liquefeito anda pela mesma cadeia

Biometano é gás natural de origem renovável, e depois de liquefeito se comporta igual: mesmo tanque, mesma bomba, mesmo dispenser, mesma carreta. Para quem produz em aterro, usina ou biodigestor, liquefazer resolve o gargalo de escoamento sem depender de rede de distribuição.

O que muda é a entrada, não a saída

A diferença está antes da liquefação. O gás precisa passar por upgrading e chegar dentro da especificação de biometano da Resolução ANP nº 906 de 2022. Teor residual de gás carbônico, enxofre e nitrogênio acima do limite de projeto pede módulo de tratamento adicional.

Produção que oscila é regra, não exceção

Safra, carga do biodigestor e clima fazem a vazão variar ao longo do ano. Por isso a faixa de carga da planta entra na especificação desde o começo: abaixo do limite, ela reduz em vez de desligar.

O comprador do Bio-GNL já existe

Frota pesada, indústria com meta de descarbonização e armador com regra ambiental de porto procuram exatamente esse produto. Liquefeito, o seu biometano deixa de depender de um duto que talvez nunca passe pela porteira.

Um só fornecedor da cadeia

Liquefação, armazenagem, carregamento e ponto de entrega saem da mesma engenharia. Isso evita o cenário clássico do projeto de biometano: cada fornecedor entrega a sua caixa e ninguém responde pela interface entre elas.

Por que a Gasprom

A cadeia inteira com uma engenharia só respondendo

Estamos no setor de gás natural desde 1997, com fábrica em Duque de Caxias e atendimento em toda a América Latina. Fabricamos e integramos os equipamentos de cada elo do GNL, o que significa que a conversa sobre a interface entre eles acontece dentro de casa, e não entre três fornecedores por e-mail.

A conta começa na sua operação

Volume diário, distância até a fonte de GNL, pressão e perfil de consumo definem o arranjo. Especificar equipamento antes de fechar esses quatro números é o caminho mais curto para comprar capacidade que não se usa.

Montagem em skid, obra curta

Tanque, bomba, vaporizador, medição e painel chegam integrados e testados em fábrica. Menos solda em campo significa menos surpresa de cronograma, que é onde os projetos de GNL costumam escorregar.

Automação desenvolvida aqui

O SCADA é nosso, com IHM, registro de operação e diagnóstico remoto. Quando o sistema para às três da manhã, quem atende conhece a lógica, porque foi quem a escreveu.

Assistência e peças no Brasil

Manutenção preventiva, corretiva e peças de reposição saem da fábrica, sem depender de importação de emergência a cada válvula criogênica.

Perguntas frequentes

O que perguntam antes de entrar no GNL

Qual a diferença entre GNL, GNC e GNV?

É o mesmo gás natural em três condições diferentes. No GNV e no GNC ele continua gasoso, comprimido a alta pressão em cilindros. No GNL ele é líquido criogênico, a 162 graus negativos e a pressão baixa.

A consequência prática é o volume: líquido, o gás ocupa cerca de 600 vezes menos espaço, e uma carreta leva muito mais energia por viagem. Por isso o comprimido resolve bem o raio curto e o líquido domina a longa distância. Veja também as nossas soluções de gasoduto virtual de GNC.

O GNL evapora dentro do tanque? Perco produto parado?

Evapora, e isso é físico: nenhum isolamento é perfeito. O que se faz é reduzir a perda a um número muito pequeno com dupla parede e vácuo entre elas. A armazenagem fixa é especificada para menos de 0,3% ao dia, e o semirreboque criogênico trabalha com até 0,19% ao dia de projeto.

O gás que evapora, chamado boil-off, não precisa ser perdido: dependendo do arranjo ele é consumido, recomprimido ou reaproveitado no processo. Deixar esse ponto em aberto no projeto significa lançar metano na atmosfera na operação que existe justamente para poluir menos.

Preciso de autorização da ANP para movimentar GNL?

A atividade é regulada. A Resolução ANP nº 971 de 2024 trata da autorização das atividades de acondicionamento e movimentação de GNL a granel por modais alternativos ao dutoviário, e substituiu a antiga Portaria nº 118 de 2000.

Ela foi escrita para acomodar estações compactas, uso de isocontêineres e integração intermodal. O enquadramento do seu caso depende do arranjo comercial, e é a primeira coisa a definir com o seu jurídico, antes de escolher equipamento.

GNL serve para indústria que não tem gasoduto?

É uma das aplicações mais comuns. A indústria recebe GNL por carreta ou isocontêiner, armazena em tanque criogênico no próprio terreno e regaseifica na medida do consumo, entregando gás natural na pressão que a caldeira, o forno ou o gerador precisam.

O que define a viabilidade é o consumo diário, a distância até a fonte de GNL e o preço do energético que você usa hoje. Com esses três números a comparação com óleo, GLP ou eletricidade fica objetiva.

Bio-GNL é a mesma coisa que GNL?

Do ponto de vista do equipamento, sim: mesma temperatura, mesmo tanque, mesma bomba, mesmo dispenser. A diferença está na origem, renovável, e no tratamento que o gás recebe antes de ser liquefeito.

O gás de entrada precisa atender à especificação de biometano da Resolução ANP nº 906 de 2022. Teores residuais de gás carbônico, enxofre e nitrogênio acima do limite de projeto exigem módulos complementares de purificação.

GNL é perigoso?

É um combustível, e como todo combustível exige projeto e procedimento. Alguns pontos ajudam a dimensionar o risco de forma realista: o GNL não é armazenado sob alta pressão, não é tóxico nem corrosivo, e no estado líquido não queima, porque a queima só ocorre depois de vaporizado e misturado ao ar dentro de uma faixa estreita de concentração.

Os riscos reais são outros: queimadura criogênica no contato com a pele, fragilização de materiais não preparados para a baixa temperatura e acúmulo de vapor em ambiente confinado. Por isso o projeto segue a NFPA 59A, a instrumentação é classificada para atmosfera explosiva conforme a IEC 60079, e o treinamento da equipe entra no escopo.

Como sei se o meu caso é de GNL ou de GNC?

A conta gira em torno de três variáveis: volume diário, distância até a fonte de gás e perfil de consumo ao longo do dia. Volume alto e distância grande empurram para o GNL, porque cada viagem carrega muito mais energia. Volume moderado e fonte próxima costumam fechar melhor no GNC, que tem investimento menor na ponta.

Existe ainda o caminho do meio, o L-CNG, em que o GNL recebido é regaseificado e comprimido no próprio local para abastecer veículos a GNV. Traga esses três números e devolvemos a comparação com o investimento e o custo operacional de cada caminho.

Fale com a engenharia

Diga onde você está na cadeia, devolvemos o arranjo

Quatro informações resolvem a primeira conversa: o consumo ou a produção diária de gás, a distância até a fonte ou até o comprador de GNL, a pressão necessária no ponto de entrega e o destino do produto, que pode ser frota, indústria, revenda ou embarcação. Com isso devolvemos a configuração recomendada, a área necessária e o que precisa ser providenciado no seu terreno. Atendimento em português, inglês e espanhol.