Estação de bunkering de GNL Gasprom instalada no cais, abastecendo embarcação atracada por mangueira criogênica

Bunkering de GNL · Linha Gasprom

Onde a sua
embarcação vai
abastecer

Estação de abastecimento de GNL instalada em terra, no cais, para navios e comboios movidos a gás natural liquefeito. Skid completo com bomba criogênica submersa, medição Coriolis, braço de abastecimento e recuperação de BOG, projetado pelas normas ISO 20519 e ISO/TS 18683 e pela Resolução ANP 971 de 2024.

  • Navegação interior
  • Cabotagem
  • Terminais portuários
  • Bio-GNL
  • 20 m³/hAté 400 m³ por dia · até 1,6 MPa
91,3 Milhões de toneladas movimentadas na navegação interior em 2025, segundo a ANTAQ
+19,7% Crescimento em um ano o segmento que mais cresceu no setor aquaviário brasileiro
26 Portos na Ásia já abastecem embarcações com GNL. No Brasil, nenhum
20 m³/h Velocidade de abastecimento com capacidade de até 400 m³ por dia de operação
−162 °C Temperatura do produto com projeto do skid qualificado até −196 °C

O problema real

O barco existe. O posto é que não

Em maio de 2023 um navio movido a GNL atracou no Porto do Açu. Ele não abasteceu aqui, porque não havia onde. Essa é a trava do setor no Brasil: o armador não encomenda a embarcação porque não existe abastecimento, e ninguém constrói o abastecimento porque não existe embarcação. Alguém precisa quebrar o ciclo primeiro.

A saída é a rota fechada

Comboio fluvial não precisa de rede nacional. Ele vai e volta entre dois pontos conhecidos, com escala previsível. Uma estação em cada ponta resolve o trecho inteiro, e o investimento se paga na operação de um único armador.

O volume já está lá

A navegação interior movimentou 91,3 milhões de toneladas em 2025 e cresceu 19,7%, mais que a cabotagem e o longo curso. No Tapajós já operam comboios de até 36 barcaças e 110 mil toneladas. O consumo de combustível dessa frota é concentrado e contínuo.

A regra já mudou

O limite de enxofre da IMO caiu para 0,50% em 2020 e a estratégia de gases de efeito estufa da organização mira redução de ao menos 20% até 2030 e de 70% até 2040. Quem espera a regra apertar para começar o projeto chega depois da janela.

E o ativo não vira sucata

A EPE projeta a navegação interior brasileira migrando para biocombustíveis. Isso não derruba o investimento, confirma ele: o mesmo skid abastece biometano liquefeito, o bio-GNL. Você compra o equipamento para o GNL de hoje e ele atende o combustível de amanhã sem troca.

Como funciona

Da carreta ao tanque do barco, sem tocar no produto

O GNL chega de carreta rodoviária, é transferido para o skid em terra e segue para a embarcação por uma linha fechada, a menos de 162 graus negativos. Uma segunda linha traz o vapor de volta, e é ela que evita a perda de produto. O operador acompanha tudo pelo painel, sem contato com o fluido.

GASPROM 1 2 3 4 5 linha de líquido retorno de vapor
  1. 1

    Embarcação atracada

    Comboio fluvial, balsa, rebocador ou navio de cabotagem movido a GNL, com o tanque de combustível no convés ou no casco.

  2. 2

    Braço de abastecimento

    Articulado, com içamento hidráulico, alcance de 8 m no braço superior e altura útil de até 13 m, para acompanhar a variação de calado e de nível do rio.

  3. 3

    Skid de bunkering

    Bomba criogênica submersa, vaporizador de pressurização, medição Coriolis, válvulas pneumáticas e recuperação de BOG, tudo montado e testado em fábrica.

  4. 4

    Painel de controle

    CLP com automação completa, autodiagnóstico e troca automática de modo de operação conforme a pressão da carreta e da bomba.

  5. 5

    Carreta de GNL

    Chega pelo gasoduto virtual e descarrega direto no skid. Uma, duas ou três posições de descarga, conforme o modelo.

O que o sistema faz

Não é uma bomba. São cinco operações no mesmo skid

Um posto comum tem uma função: transferir. Uma estação de bunkering de GNL tem cinco, e é a quinta que separa o equipamento sério do improviso.

1

Descarga

A carreta encosta e o GNL é transferido para o tanque de armazenagem da estação, com controle de nível e proteção contra esvaziamento da bomba.

2

Armazenagem e pressurização

Quando a pressão do tanque cai abaixo do valor ajustado, parte do líquido passa pelo vaporizador e retorna como gás, restaurando a pressão. Ao atingir o valor, o sistema para sozinho.

3

Abastecimento

A bomba submersa de baixa cavitação envia o GNL para a embarcação a 20 m³ por hora. O projeto de processo permite ainda o abastecimento por diferença de pressão, sem acionar a bomba.

4

Purga

Terminado o abastecimento, o gás armazenado no próprio sistema limpa o braço e a linha de líquido. Parte vai para o tanque do barco, o resto volta para a estação. Nada é despejado no cais.

5

Recuperação de BOG

Quando a pressão sobe demais, o vapor é retirado do tanque, resfriado e pressurizado e vai para o tanque pulmão, alimentando o gerador a gás. A pressão cai sem ventilar metano para a atmosfera.

A quinta função é a que paga a conta. Vapor ventilado é produto que você comprou e perdeu, e é metano lançado na atmosfera bem na operação que você está fazendo justamente para reduzir emissão.

O equipamento

Skid de bunkering de bomba dupla

Todo o sistema vem montado, cabeado e testado sobre um único skid: descarga, pressurização, abastecimento, controle e purga. Chega ao cais pronto para ligar, o que encurta a obra civil e tira o risco de montagem em campo.

Skid criogênico de GNL Gasprom, com bomba, vaporizador, tubulação em aço inoxidável e painel de controle sobre estrutura única
  • A

    Bomba submersa de baixa cavitação

    20 m³/h e 15 kW, com controle de nível compensado em vários estágios e monitoramento contínuo, para não perder sucção quando o nível da carreta baixa.

  • B

    Medição fiscal Coriolis

    Medidor mássico na linha de líquido em DN50 e no retorno em DN25, com saída RS485 levando vazão e densidade ao sistema de controle.

  • C

    Automação com autodiagnóstico

    O CLP identifica a condição de operação pela pressão da carreta e da descarga da bomba e troca o modo de abastecimento sozinho, evitando desperdício.

  • D

    Área classificada

    Conjunto certificado Ex d IIB T4 Gb, com painéis à prova de explosão, para operar em atmosfera potencialmente explosiva no cais.

Dois modelos de referência

Especificação dos dois modelos de skid de bunkering de GNL
ItemModelo compactoModelo ampliado
Posições de descarga13
Dimensões (mm)7000 × 2400 × 510010000 × 3200 × 5100
Pressão de trabalho0,8 ou 1,6 MPa1,6 MPa
Pressão de projeto2,0 MPa2,0 MPa
Bomba submersa20 m³/h · 15 kW20 m³/h · 15 kW
Vaporizador de pressurização450 Nm³300 Nm³
Vaporizador de alívio (EAG)150 Nm³200 Nm³
Potência total instalada16 kW31 kW
Velocidade de abastecimento20 m³/h, com capacidade de até 400 m³ por dia
Temperatura de projeto−196 °C, com ambiente de −20 a 40 °C
ClassificaçãoEx d IIB T4 Gb

A configuração final sai do seu projeto: tipo de embarcação, vazão desejada, espaço disponível no cais, variação de nível da água e distância entre o skid e o ponto de conexão. O braço de abastecimento, o acoplamento de desconexão a seco e o sistema de desconexão de emergência são definidos junto com a análise de risco.

Engenharia de projeto

No Brasil, o rio sobe e desce. O projeto tem que saber disso

Este é o ponto onde um projeto importado direto do exterior falha. Na Amazônia a amplitude sazonal passa de dez metros, e nas secas de 2023 e 2024 o Amazonas em Itacoatiara chegou a 83 centímetros. Uma estação desenhada para uma cota fixa fica parada metade do ano.

Curso vertical do braço

O braço de abastecimento é dimensionado com articulação e altura útil suficientes para acompanhar a variação de calado e de nível do cais, e não apenas a cota de projeto do dia da visita.

Plataforma em dois níveis

Onde a diferença entre cheia e seca é grande, o arranjo prevê plataforma de abastecimento em duas alturas, para que a operação siga possível nos dois regimes do rio.

Distância entre o skid e o barco

Trecho de calha larga, com muita distância entre a margem e a água profunda, muda o comprimento da linha e o dimensionamento do retorno de vapor. Em alguns casos a resposta é ampliar o cais, em outros é mudar o arranjo.

Tempo de operação

Comboio parado não fatura. A vazão da bomba e o dimensionamento da linha de retorno definem quanto tempo o cliente fica atracado, e é isso que precisa ser calculado antes de escolher o modelo.

Traga a curva de nível do seu trecho, o tipo de embarcação e o consumo por viagem. Devolvemos o arranjo do cais, o envelope de operação do braço e o modelo de skid recomendado.

Arranjos possíveis

Três formas de abastecer, uma para cada hidrovia

A escolha não é de gosto, é da condição da água. Largura do canal, velocidade da corrente, distância entre a margem e a área de calado e espaço de manobra definem qual arranjo é viável no seu trecho. A Gasprom especifica os três.

Este equipamento

Estação em terra

Instalação fixa no cais, que abastece a embarcação por instalações em terra. É o arranjo de menor custo operacional e o mais simples de licenciar, porque tudo fica em solo firme.

Indicado quando: terreno plano na margem, pouca distância entre a área de calado e a linha da costa, canal estreito.

Também fornecemos

Barcaça de abastecimento

O sistema de carregamento fica sobre o convés de uma barcaça atracada, construída na água. Resolve o caso em que a ligação entre o barco e a terra ficaria longa demais.

Indicado quando: canal largo, correnteza fraca, pouca área firme na margem. Combina com cais, com passarela de tubulação ou como terminal independente.

Também fornecemos

Navio abastecedor móvel

Embarcação própria movida a GNL que vai até o cliente. Exige pouco da condição da água, chega à área combinada e ainda aproveita o próprio BOG como combustível, com emissão zero de ventilação.

Indicado quando: a demanda está dispersa, ou quando não existe ponto fixo viável para instalar estação.

A norma chinesa de projeto de estações marítimas de GNL, que serve de referência técnica para o equipamento, prevê ainda que a mesma instalação atenda embarcações e veículos rodoviários, desde que os abastecimentos não ocorram ao mesmo tempo. Em terminal com frota de caminhões, isso divide o investimento entre dois usos.

Regulação e normas

Quatro autoridades para atender, e uma engenharia que já mapeou o caminho

Bunkering de GNL no Brasil não é terra sem lei, é terra com lei nova. A regra existe, está espalhada por quatro órgãos e quase ninguém no mercado juntou as peças ainda. Nós juntamos, e esse mapa entra na conversa desde a proposta.

ANP

A Resolução ANP nº 971 de 2024 diz, no artigo 6º, que o transvasamento de GNL para abastecer embarcação é considerado operação de apoio marítimo ou portuário, e deve ser feito por agente autorizado nos termos da Resolução ANP nº 811 de 2020, em terminal, porto ou instalação com autorização.

Marinha do Brasil

A NORMAM-204 da Diretoria de Portos e Costas, na redação de janeiro de 2025, define o bunkering e traz os requisitos de cadastro do prestador do serviço. Embarcação movida a gás precisa de Declaração de Conformidade emitida pela DPC.

Normas técnicas do sistema

A ISO 20519 especifica o sistema de transferência de GNL para abastecer embarcações. A ISO/TS 18683 trata da avaliação de segurança e risco e das zonas de segurança, cobrindo expressamente a navegação interior. A ISO 21593 define o acoplamento de conexão e desconexão a seco, que é o componente crítico da interface entre o barco e a terra.

Ambiental e bombeiros

A instalação em terra segue o licenciamento ambiental estadual e o projeto de segurança contra incêndio aprovado no corpo de bombeiros do estado, que no caso do gás natural remete às instruções técnicas locais e à NFPA 59A.

Sendo transparente com você: não existe hoje norma brasileira específica de projeto para estação de bunkering de GNL em terra. O que existe é a autorização da atividade pela ANP, a regra da Marinha para o prestador e o conjunto de normas ISO para o sistema. É exatamente por isso que a engenharia de quem fornece o equipamento precisa participar do licenciamento, e não entregar a caixa e ir embora.

Por que a Gasprom

A estação é a ponta. Nós fornecemos a cadeia inteira até ela

Bunkering não começa no cais, começa no tanque que armazena o GNL e na carreta que traz o produto até ali. Estamos no setor de gás natural desde 1997 e fornecemos cada elo dessa cadeia, com uma engenharia só respondendo pela integração entre eles.

Chegamos antes

Estamos especificando bunkering de GNL para o Brasil enquanto o mercado ainda debate se vale a pena. Quando a primeira operação nacional entrar em serviço, o projeto vai ter sido desenhado por quem já estudou o caminho.

Importação resolvida

Classificação fiscal, licenciamento de importação, frete internacional e desembaraço ficam conosco. O skid chega ao seu cais com a documentação em ordem.

Pós-venda com equipe brasileira

Comissionamento, treinamento de operador, peças de reposição e assistência com técnicos próprios, em português, inglês e espanhol.

Preparado para o bio-GNL

O mesmo skid transfere biometano liquefeito. Se a sua rota migrar para combustível renovável, o equipamento acompanha sem troca.

Perguntas frequentes

O que perguntam sobre bunkering de GNL no Brasil

O que é bunkering de GNL?

Bunkering é o nome que o setor marítimo dá ao abastecimento de combustível de uma embarcação. Bunkering de GNL é abastecer com gás natural liquefeito, a menos de 162 graus Celsius, no lugar do óleo diesel marítimo ou do óleo combustível.

Existem três formas de fazer isso: por estação fixa em terra, por barcaça de abastecimento ou por navio abastecedor. Esta página trata da primeira, que é a de menor custo operacional.

Já existe bunkering de GNL no Brasil?

Operação regular e comercial, não. Um navio movido a GNL já atracou em porto brasileiro, no Porto do Açu em 2023, mas não abasteceu aqui. Enquanto isso, a Ásia já conta com 26 portos capazes de fazer bunkering de GNL.

Ou seja, o Brasil está no ponto de partida. Para quem opera hidrovia ou cabotagem, isso é uma vantagem competitiva à espera de quem chegar primeiro, não uma desvantagem.

Preciso de autorização da ANP para abastecer embarcação com GNL?

Sim. A Resolução ANP nº 971 de 2024 estabelece, no artigo 6º, que o transvasamento de GNL destinado ao abastecimento de embarcações é considerado operação de apoio marítimo ou portuário e deve ser executado por agente autorizado nos termos da Resolução ANP nº 811 de 2020, em terminal, porto ou instalação que tenha autorização.

Além da ANP, entram a Marinha do Brasil, pela NORMAM-204, o órgão ambiental estadual e o corpo de bombeiros. Cada um pede um documento que depende do outro, e o prazo real é medido em trimestres. Participamos dessa costura desde a proposta.

Quanto tempo leva para abastecer uma embarcação?

O skid opera a 20 m³ por hora, com capacidade de até 400 m³ por dia. O tempo do seu caso depende do volume do tanque da embarcação e da pressão de partida, e a conta precisa ser feita antes de escolher o modelo, porque comboio parado não fatura.

Existe um limite físico que vale conhecer: acima de certa vazão, o atrito e a agitação do líquido geram mais vapor do que a linha de retorno consegue devolver. Por isso a velocidade útil não é simplesmente a maior bomba disponível, é a combinação entre bomba, linha de líquido e linha de retorno.

E se o nível do rio variar muito ao longo do ano?

Esse é o ponto que mais derruba projeto importado sem adaptação. Na Amazônia a variação sazonal passa de dez metros, e nas secas recentes o Amazonas em Itacoatiara chegou a 83 centímetros.

O projeto responde com curso vertical e articulação do braço de abastecimento compatíveis com a amplitude do trecho e, onde a diferença é grande, com plataforma de abastecimento em dois níveis. Precisamos da curva de nível do seu trecho para dimensionar isso.

O que acontece com o gás que evapora durante a operação?

Volta para a estação. A linha de retorno de vapor traz o gás gerado durante a transferência, e o sistema de recuperação de BOG resfria, pressuriza e armazena esse gás no tanque pulmão, de onde ele alimenta o gerador.

Sem esse circuito, o vapor sobe a pressão do tanque até a válvula de segurança abrir, e aí você perde produto que comprou e lança metano na atmosfera, bem na operação que existe para reduzir emissão.

A mesma estação pode abastecer caminhões?

Pode, e em terminal com frota própria isso melhora bastante o retorno do investimento. A norma de projeto que serve de referência para o equipamento prevê a instalação conjunta, com os dois tipos de abastecimento dispostos em paralelo ou cruzados.

A restrição é operacional e importante: os dois abastecimentos não podem acontecer ao mesmo tempo.

E se a navegação migrar para biocombustível?

O equipamento acompanha. A EPE projeta a navegação interior brasileira caminhando para biocombustíveis, e o biometano liquefeito, o bio-GNL, é quimicamente o mesmo metano que o skid já transfere.

Na prática, você investe hoje na infraestrutura que atende o GNL fóssil e a mesma instalação recebe o renovável quando ele estiver disponível na sua rota, sem trocar o ativo.

Fale com a engenharia

Traga a sua rota, devolvemos o arranjo

Precisamos de cinco informações: qual trecho ou terminal, tipo e número de embarcações, consumo estimado por viagem, variação de nível da água no local e espaço disponível no cais. Com isso devolvemos o arranjo recomendado, o modelo de skid, o envelope de operação do braço e o caminho de licenciamento. Atendimento em português, inglês e espanhol.