Isocontainer criogênico · Armazenagem e transporte de GNL
Contêiner tanque ISO de dupla parede a vácuo para gás natural liquefeito, em 20 e 40 pés. Armazena no pátio do cliente, sobe no caminhão, entra no vagão e embarca no porta contêiner, sempre no mesmo equipamento, sem transbordo do produto.
O problema real
Tanque fixo no cliente e carreta criogênica resolvem bem o trecho rodoviário curto. O problema aparece quando a carga precisa mudar de modal, atravessar um porto ou ficar parada semanas no destino. Aí o líquido é bombeado de um recipiente para outro, e a cada transferência você paga em resfriamento, em vapor liberado e em janela de operação.
Distribuidora e trading de GNL
Levar produto a cliente fora da malha, e às vezes fora do estado, sem depender de uma frota de carretas parada esperando descarga. O isocontainer é entregue, fica no cliente como estoque e volta quando esvazia.
Indústria longe do gasoduto
Quem consome GNL em ponto isolado precisa de estoque no local, mas nem sempre tem obra, licença e prazo para um tanque estacionário. O contêiner tanque entra como armazenagem que chega pronta, sobre base nivelada.
Usina de biometano
A produção de Bio-GNL é contínua e o comprador está longe. Contêineres permitem acumular carga, despachar por rodovia ou ferrovia e ainda exportar pelo porto, com o mesmo equipamento em toda a rota.
Obra, mineração e projeto temporário
Operação que dura dois anos não justifica ativo fixo. O contêiner tanque entra e sai com o canteiro, e no fim do contrato volta para o pátio em vez de virar sucata no terreno do cliente.
A diferença de fundo é essa: a carreta criogênica é um veículo que carrega gás, o isocontainer é um tanque que pega carona. Ele não depende de um chassi específico, não fica ocioso junto com o cavalo mecânico e pode ficar meses no destino sem imobilizar frota. Em compensação, exige ponto de içamento e base nivelada, o que não é dado em todo cliente.
Engenharia por dentro
O isocontainer é duas coisas ao mesmo tempo. Por dentro, um vaso criogênico de dupla parede com o espaço entre elas esvaziado de ar: sem ar não há condução nem convecção, e o calor que chega ao GNL cai para uma fração. Por fora, uma moldura com as medidas e as cantoneiras do contêiner ISO, que é o que permite empilhar, içar e travar em qualquer modal. A engenharia difícil está em fazer as duas conviverem sem que a estrutura vire ponte térmica.
É a gaiola que dá ao tanque as medidas e as cantoneiras de canto do contêiner ISO. Ela recebe o esforço de içamento, de travamento no chassi e de empilhamento, com peso de empilhamento declarado de 213.360 kg na versão de 40 pés.
O vaso de fora não guarda produto, guarda vácuo. Trabalha a −0,1 MPa, com 4 mm de costado, e é projetado conforme a CGA 341, a norma norte americana de tanque de carga isolado para líquidos criogênicos.
Entre os dois vasos, isolação multicamadas sob vácuo inferior a 0,1 Pa à temperatura ambiente. É esse conjunto que sustenta a evaporação de no máximo 0,15% ao dia em GNL durante a viagem. Vida de projeto do vácuo declarada em 5 anos.
Aço inoxidável austenítico, que mantém tenacidade a temperatura criogênica, com 8 mm de costado e projeto conforme ASME Seção VIII Divisão 1, edição 2021, mais o Apêndice Mandatório 44. Os seis defletores internos contêm o movimento do líquido em curva e frenagem, que é o que diferencia um tanque de transporte de um estacionário.
Estrutura em inox 304L com portas em 316L e amortecedor a gás. Concentra líquido, fase vapor, pressurização, dreno e instrumentação num só ponto de operação, protegido durante o transporte.
Duas serpentinas de 115 Nm³/h formam a unidade de pressurização, que constrói pressão para descarregar sem bomba externa. A válvula de vácuo DN40 permite refazer o vácuo em campo, sem cortar o tanque.
As duas medidas
A escolha raramente é sobre volume. É sobre o que o destino aguenta. O contêiner de 20 pés entra em pátio apertado, aceita empilhadeira de porte menor e cabe em rotas com restrição de comprimento. O de 40 pés carrega mais que o dobro de GNL líquido no mesmo número de viagens de içamento, e é ele que derruba o custo por metro cúbico transportado.
| Parâmetro | 20 pés | 40 pés |
|---|---|---|
| Capacidade bruta | 20 m³ | 46 m³ (após cold stretch) |
| Capacidade líquida de GNL | 19 m³ | 41,4 m³ |
| Pressão de projeto | 1,10 MPa (11,0 bar) | 1,35 MPa (13,5 bar) |
| Pressão máxima de trabalho | 0,83 MPa (8,3 bar) | 1,20 MPa (12,0 bar) |
| Temperatura de projeto | −196 °C a +50 °C | −196 °C a +50 °C |
| Peso de tara (±3%) | 7.150 kg | 13.580 kg |
| Carga útil de GNL | sob consulta, conforme densidade do produto | 18.713 kg |
| Peso bruto máximo | 36.000 kg | 32.300 kg |
| Dimensões externas | 6.058 × 2.438 × 2.591 mm | 12.192 × 2.438 × 2.591 mm |
| Dimensões do vaso interno | sob consulta | Ø 2.426 × 12.173 mm |
| Evaporação normal em GNL | ≤ 0,15% ao dia | ≤ 0,15% ao dia |
Sobre a carga útil, vale entender como o número nasce: ela é a capacidade líquida multiplicada pela densidade do produto. No contêiner de 40 pés, os 18.713 kg correspondem a 41,4 m³ de GNL a 452 kg/m³, e o próprio fabricante publica a variação, de 17.281 kg a 420 kg/m³ até 18.673 kg a 456 kg/m³. Como a densidade do GNL muda com a composição do gás, a carga útil da sua operação é fechada junto com a rota e com a análise do produto, e não copiada de tabela. Os dois modelos saem com projeto adaptado Gasprom sobre a plataforma CASIS.
Arranjo e conexões
Tudo o que o operador toca fica na traseira, atrás das portas do painel. O arranjo abaixo é o do contêiner de 40 pés, com as cotas de fabricação e a posição das interfaces de processo. As conexões finais são adaptadas ao padrão da instalação do cliente, o que evita adaptadores improvisados na hora da descarga.
Linha de líquido
Entrada e saída em DN50 PN40, com válvula globo criogênica, válvula de bloqueio, retenção, alívio de linha e drenos. A segunda conexão de líquido fica de reserva, o que evita parar a operação por causa de uma válvula.
Pressurização sem bomba
A entrada da PBU é DN25 PN40. As duas serpentinas vaporizam parte do produto e constroem pressão no vaso, o suficiente para descarregar por diferencial em boa parte das instalações, sem depender de bomba criogênica no destino.
Alívio em três níveis
Válvulas de segurança do vaso interno ajustadas em 1,20 MPa, com reassentamento em 1,08 MPa, alívio das linhas em 1,80 MPa e dispositivo de alívio próprio do envelope externo em DN80. São caminhos independentes, e é isso que se espera de um equipamento que viaja.
Medição e telemetria
Indicação de nível por manômetro diferencial, válvulas de trycock para conferência manual, transmissores de pressão e temperatura e sistema de transmissão remota. Dá para acompanhar pressão e nível do contêiner enquanto ele está na estrada.
Circulação intermodal
É a moldura normalizada que faz o trabalho aqui. Como as medidas externas e as cantoneiras seguem o padrão de contêiner, o equipamento é aceito pelos mesmos equipamentos de içamento e travamento que o mundo inteiro já usa. O GNL é carregado uma vez, na origem, e só sai no consumo.
O gooseneck já vem incluso, o que permite travar em chassi rebaixado padrão. Também fornecemos o conjunto com semirreboque porta contêiner, quando o cliente quer receber a solução de transporte completa.
O equipamento é projetado para os regulamentos RID e UIC, que regem o transporte ferroviário de produtos perigosos. Em rota longa e volume constante, é o modal que muda a conta do frete.
Certificação CSC e enquadramento IMDG, com estrutura calculada para empilhamento. É o que abre a porta para cabotagem e exportação sem precisar de um navio metaneiro.
Sobre base nivelada, o contêiner funciona como estoque no local, com pressurização própria para alimentar o consumo. Chega pronto e sai quando o contrato termina.
Uma ressalva honesta: circulação intermodal não é só o equipamento estar certificado. Cada terminal, ferrovia e armador tem regra própria para carga perigosa criogênica, e o enquadramento comercial da operação precisa ser resolvido antes do embarque. Entramos nessa conversa desde a proposta, com a documentação técnica que o processo exige.
Normas e conformidade
Este é o ponto que mais gera confusão na especificação. O isocontainer responde por normas de vaso de pressão, porque contém produto sob pressão, e também por normas de contêiner e de transporte de produto perigoso, porque circula. Comprar olhando só uma das famílias é como aprovar o motor e esquecer o chassi.
Vaso interno
ASME Seção VIII Divisão 1, edição 2021, com o Apêndice Mandatório 44. Ensaios não destrutivos com radiografia 100% nas juntas A e B e líquido penetrante 100% nas juntas C e D. Eficiência de junta de 1,0 no tipo A.
Envelope externo
CGA 341, a norma de tanque de carga isolado para líquidos criogênicos. Vale a pena registrar: essa norma é de equipamento de transporte, não de tanque estacionário, e é justamente aqui que ela se aplica.
Contêiner e transporte
ISO 1496-3 para contêiner tanque, UN T75 como tanque portátil, ADR e RID para rodovia e ferrovia, IMDG para o mar, CSC para segurança do contêiner e DOT 49 CFR. Produto de referência GNL, UN 1972.
Certificação e inspeção
Fabricação com selo ASME U e certificação por sociedade classificadora. Os testes de pressão, estanqueidade com hélio e teste de vácuo são feitos e registrados antes do embarque, e entram no databook entregue com o equipamento.
No Brasil, o equipamento ainda entra na conversa da NR-13 quanto à operação e à inspeção periódica em campo, e a movimentação de GNL a granel por modal alternativo ao dutoviário é tratada pela Resolução ANP nº 971/2024. O enquadramento do seu caso depende do arranjo comercial da operação, e é a primeira coisa a definir junto com o seu jurídico.
Por que a Gasprom
Um isocontainer sozinho não entrega GNL a ninguém. Ele precisa de quem produza o líquido, de quem transfira sem perder produto e de quem consuma na ponta. Estamos no setor de gás natural desde 1997 e fornecemos essa cadeia inteira, com uma engenharia só respondendo pela integração entre as partes.




Projeto adaptado, não catálogo traduzido
Os dois modelos saem sobre a plataforma CASIS com projeto adaptado Gasprom. Conexões, pintura, marcação e telemetria são fechadas com a sua operação antes da fabricação, o que evita adaptador improvisado na primeira descarga.
Importação resolvida
Classificação fiscal, licenciamento de importação, frete internacional e desembaraço ficam conosco. O equipamento chega ao seu pátio com a documentação em ordem, o que em carga perigosa não é detalhe.
Compra ou locação
Para operação de prazo definido, obra ou teste de mercado, trabalhamos também com locação de contêiner tanque, com ou sem o semirreboque porta contêiner. Nem todo projeto precisa virar ativo no balanço.
Assistência depois da entrega
Vácuo é item de manutenção, não item eterno. Acompanhamos a vida do equipamento, com verificação de vácuo, revisão do painel de válvulas e apoio na inspeção periódica ao longo dos 20 anos de vida de projeto do vaso.
Perguntas frequentes
A taxa de evaporação normal declarada é de no máximo 0,15% ao dia em GNL, e de 0,24% ao dia em nitrogênio líquido. Na prática, isso significa que o produto suporta semanas de trajeto sem chegar ao ajuste das válvulas de segurança.
O tempo real de retenção depende de três coisas: a pressão em que o contêiner foi carregado, o quanto ele foi preenchido e a temperatura ambiente da rota. É uma conta que fazemos por operação, e não um número único de catálogo.
A carreta é um veículo. O tanque é montado sobre o chassi e viaja com ele, o que é ótimo em rota rodoviária de ida e volta no mesmo dia. O isocontainer é um tanque independente: ele desce do chassi e fica onde precisa ficar.
Isso muda o modelo de operação. Com contêiner você deixa o produto no cliente e libera o cavalo mecânico, além de poder trocar de modal no meio do caminho. Em compensação, precisa de ponto de içamento nas duas pontas, o que a carreta dispensa.
Nem sempre. O equipamento tem unidade de pressurização própria, com duas serpentinas de 115 Nm³/h, que vaporizam parte do produto e constroem pressão dentro do vaso. Em boa parte das instalações isso basta para transferir por diferencial de pressão.
Quando a vazão exigida é alta, quando o tanque de destino trabalha em pressão próxima ou quando o desnível é desfavorável, entra bomba criogênica ou skid de transferência. É exatamente o tipo de definição que precisa ser fechada antes da compra, e não na primeira descarga.
Pode, e é um uso comum. Sobre base nivelada e com o painel de válvulas acessível, o contêiner funciona como estoque de GNL no local, alimentando o consumo pela linha de líquido ou de fase vapor.
Como estoque permanente e volume maior, o tanque criogênico estacionário costuma sair mais barato por metro cúbico. O contêiner ganha quando o prazo é definido, quando a obra civil pesa demais ou quando o mesmo ativo precisa circular entre unidades.
O projeto é dimensionado para GNL, com nitrogênio líquido usado como referência de ensaio e de taxa de evaporação. As propostas preveem aplicação a outros gases industriais criogênicos.
Não publicamos envelope por gás porque cada fluido tem densidade, pressão de vapor e taxa de enchimento próprias, e isso muda carga útil e pressão de trabalho. Se o seu produto não é GNL, a especificação precisa ser reavaliada antes de fechar o pedido.
O sinal mais claro é o comportamento da pressão. Um vaso que começa a subir pressão mais rápido que o histórico está perdendo isolamento, e isso aparece antes de virar problema de operação, principalmente se houver telemetria acompanhando.
O equipamento sai com válvula de vácuo DN40 e sensor de vácuo instalados justamente para permitir medição e recuperação em campo. A vida de projeto declarada do vácuo é de 5 anos, contra 20 anos do vaso, e por isso ele entra no plano de manutenção.
Fornecemos das duas formas. O contêiner sai com gooseneck incluso, o que permite usar chassi porta contêiner que o cliente já tenha, e também cotamos o conjunto com o semirreboque, quando o cliente prefere receber a solução de transporte fechada.
Para operação de prazo definido existe ainda a locação do contêiner de 40 pés. A escolha entre comprar e alugar costuma depender mais do horizonte do contrato de fornecimento do que do preço do equipamento.
Databook com certificados de material, registros de ensaios não destrutivos, laudos dos testes de pressão, de estanqueidade com hélio e de vácuo, desenho de arranjo geral, fluxograma de processo, lista de válvulas e manual de operação.
Some a isso a documentação de importação e as marcações obrigatórias de produto perigoso. Em carga perigosa, documentação incompleta para o equipamento na origem ou no destino, e isso costuma custar mais caro que qualquer economia na compra.
Fale com a engenharia
Precisamos de cinco informações para começar: o volume de GNL por viagem, a distância e os modais da rota, o tempo que o produto fica parado no destino, a pressão exigida no ponto de consumo e como é o içamento nas duas pontas. Com isso devolvemos a medida recomendada, o padrão de conexões, a necessidade ou não de bomba na descarga e o caminho de importação. Atendimento em português, inglês e espanhol.